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Sentimentos a Flor da Pele


Escrito por Beatriz, eu

Susto! Dá um salto da cama. Acorda. De onde vem? O que é? Não sabe. Deve ser sonho... Não, sonho não é . Está acordada. Tem certeza. Silêncio. O coração bate forte. Senta. Será que veio da rua? Abre a janela. Nada. Mas que coisa. Está ficando louca? Olha para as janelas do edifício da frente. Fechadas. Nem luzes acesas. Olha o relógio da cabeceira. Três horas da manhã. "Meu Deus!" Mas... Pensa.. Não pode ser... Será? Agora o coração dispara. Abre a porta do quarto e desce a escada correndo.
Desespero. Nada vê.

De repente, passos. O coração agora quase sai pela boca. Barulho de chave na porta. "É ele." O  amor  acaba de chegar depois de ter ido.
Depois...? Nem conto!?!

nane



Escrito por Escrito por Nanim às 20h57
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Era uma vez....

 

        Sabia que se ficasse, teria que aceitar todas as inconveniências diárias.

        O mau-humor, o café frio, o excesso de frescuras, os cabelos no banheiro, a onipotência (principalmente na cozinha), o excesso de sapatos... e tudo mais.

        Mas não era fácil deixar-se ir.

        Não era fácil tentar.

        Não era fácil buscar novos outros, gostos, sons...

        Então, era ficar.

        Aceitar para sempre o inaceitável.

        Aceitar a dor de permanecer no que não era para ser, mas era.

 

         Nane

 



Escrito por Escrito por Nanim às 21h04
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Sentimentos

 

soltos 

santos

sem sobressaltos

serenos

suaves

sublimes

sagrados

sábios

sedentos

selvagens

saborosos

suspirados

sussurrados

 

Nane

 



Escrito por Escrito por Nanim às 16h51
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Foto de Marcelo Soares'- Albatroz, Imbé nov. 2005

 

 

O mar

Amanhã vou ver

Azuis, verdes, cinzas, tons ...

As cores do amanhã, meu

Pele molhada, sal

Vento, ventando, vento

Sol?

Calor?

Mar, onda, espuma, sabor

Vida

Vou ver o mar, amanhã

 

Nane



Escrito por Escrito por Nanim às 21h46
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... ando ausente

tenho inspiração, vontade de escrever, mas...  me falta tempo...

isso é brabo!!??!!

 

então lembrei-me de alguns textos de um outro blog meu, há muito esquecido...

lá meu nome era beatriz... rs... por quê? .. nem eu mesmo sei

de qualquer maneira o nome é lindo! não é o meu verdadeiro... mas bem que poderia ser...

então aí está um dos textos

 

Luísa esperava por José, que esperava por Lia, que esperava por Cícero, que esperava por Carolina, que não esperava por ninguém.

Carolina era uma mulher ( vamos dizer assim ) moderna. Não aceitava a possibilidade de alguém viver esperando outro alguém. Amor? Nem pensar. Sexo? - Tudo bem. Às vezes é bom – dizia.

Bom! Voltemos ao início dessa história.

Luísa, era perdidamente apaixonada por José. Por ele faria qualquer coisa. Mas ele, nem percebia a colega de trabalho, apaixonada.

Já José, não era tão apaixonado por Lia, mas ela era “muito bonitinha”. E, como ele era um garotão, vinte e cinco anos, com toda a bagagem muscular possível em garotões, ela era a presa ideal.

Mas Lia, nem percebia o garotão sarado que ficava olhando pra ela quando suava na esteira, pra poder manter seus quarenta e oito quilos, literalmente esfomeados. E tudo isso só pra poder chamar a atenção de Cícero. Ai! O Cícero! “Que pedaço de mal caminho!” Por ele, sim, valia a pena não comer doces, nem massas, nem salgados, na verdade nem nada. Não, nada não! Alface podia. Por sinal, uma amiga havia dito que ele, o Cícero, adorava salada de alface.

Bom! Mas e o Cícero? Estava realmente apaixonado por Carolina?

Sim. Apaixonadíssimo por Carolina! E por isso não havia nenhuma possibilidade dele interessar-se por uma magrela, que vivia suada, correndo na esteira da academia e, que só comia alface. Carolina não! Era uma mulher linda, “cheinha”( vejam só! ), gostosa demais. A dona do bar da academia.

 

Beatriz

 

nane

 

 

 



Escrito por Escrito por Nanim às 19h47
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Um sonho de sonho

 

Cor? Não havia

Bonito? Era

Paz? Só isso eu sentia

Meu amigo? Caminhando, vinha

Comigo seguia

Por onde eu ia ... um dia

 

Assim foi o sonho. Doce como meu amigo.

 

Não sei porque nem como. Sonhei que estava andando por um lugar lindo. Sem cores, mas lindo! De repente  vejo muitas pessoas deitadas num chão que também não tem cor. Ao lado um ônibus caído. Não acredito no que penso estar acontecendo, mas é isso mesmo. Um acidente. Estão mortos. Todos. No rosto deles, só paz. Percebo serenidade na expressão de todos. Eu também estou serena. Continuo caminhando. Sigo em frente. Olho para trás e vejo meu amor. Não se aproxima, mas me segue. Assim como eu, sereno. Doce como meu amigo.

Continuo caminhando e vejo algo parecido com casas. Pequenas casas. Uma ao lado da outra. Uma das portas está aberta. Entro. Dentro da casa tudo é branco menos as flores. Não são coloridas mas... têm cor. Sim! Têm cor. Ninguém me diz, mas entendo que o lugar é meu. A primeira peça parece uma sala. A outra é um quarto, pois tem cama. Olho pela porta e lá está o meu amor. Sereno e doce como o meu amigo.

Saio da casa e percebo que em volta também há flores, muitas, enfeitando a casa. Continuo caminhando. O meu amor me seguindo, sereno. Doce como meu amigo.

À frente, vejo um campo. Um campo muito extenso. Poucas árvores, plantas rasteiras no chão. Não há cor, mas o campo é colorido.

De repente, percebo alguém vindo em minha direção. Meu coração sente alegria. Continuo caminhando. Minha alegria aumenta. Então eu o reconheço. É  meu doce amigo que vem em minha direção. Sorriso aberto. Riso solto. Braços abertos. Abraço. Carinho. Calor. Acolhimento. Meu doce amigo. Olhar de criança. Suavidade. Doçura. Mel.

Nenhuma palavra. De mãos dadas seguimos em frente. Eu e meu amigo.

 

 



Escrito por Escrito por Nanim às 18h06
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Ando em busca de alguma coisa que me aqueça

Fogo, chama, arde... Paixão!

Persigo momentos que não são, nem foram ... serão?

Por onde passo, poucos abraços, olhares não

Palavras soltas no vento do acaso...

sem rumo

sem tom

sem cor

sem calor

sem som

Ando em busca de alguma coisa que me aqueça...

 

Nane

 



Escrito por Escrito por Nanim às 22h31
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                                                                               Descobria

Uma menina. Era apenas uma menina. Para os outros. Para todos os outros. Para ela, não! Era uma mulher. Como sabia? Sabia porque sentia. Sentia muito. Sentia tudo. Sentia arrepios. Leves, na verdade, mas eram arrepios. Sentia o coração bater. Forte, descompassado, alucinado. Sentia medo. Medo do que sentia. Das sensações que tinha. Das conversas do seu corpo. Das vontades...
Ah! Menina já não era. A cada dia descobria.

Nane



Escrito por Escrito por Nanim às 17h09
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Anjo Nithael (segundo os estudiosos no assunto, este é o anjo que protege o guri)

O anjo do meu irmão andou cochilando... ou não foi bem isso?

 

O anjo, andou por casa, tentando avisar que ele já estava cansado das “traquinices” do guri.

Um guri muito especial.

Um guri que desde pequeno encanta muita gente.

O guri que veio depois de duas gurias. Imaginem a faceirice da mãe e do pai!

O avô paterno, o chamava de “Filhotinho de Índio”, e não fazia questão nenhuma de ocultar a sua preferência por este neto.

Era um baita guri!

As irmãs que o digam, lembrando de quando o pegavam, ou tentavam pegá-lo no colo.

O guri tinha uma “moca” no pé, que sempre tentava arrancar mas não conseguia (sinal de nascença, parecido com um grão de feijão).

Pra ele papel higiênico era “pau de neco”.

Meu Deus, quantas lembranças boas!

Pois bem,  o guri cresceu e se tornou um ser humano de primeira.

Bom filho. Bom irmão. Bom marido. Bom pai. Bom tio. Bom colega de trabalho. Bom amigo. Um amigão. E ainda por cima Colorado!

Mas... muito traquinas. Tão traquinas que fez o anjo perder a paciência.

(Será que anjo tem paciência?)

Acho que sim.

Uma das minhas várias hipóteses para o acontecido, aquela que eu mais gosto, é de que o anjo deu uma cochilada de propósito. Foi só uma piscadela. E deixou, por um instante o guri sozinho. Ao abrir o olho e sentir a presença do perigo, o envolveu num abraço protetor, e desejou que nada de mal lhe acontecesse.

E o guri tá aí...

O amado guri...

E o anjo?

O anjo continua lá. Eu o vi. Abraçado no meu irmão. 

 

Nane

 



Escrito por Escrito por Nanim às 21h42
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 Crédito da foto: A lua vista através da luneta de Marcelo Tavares Soares - junho de 2005

 

 

 

Olhei a lua e sonhei

Lá estive ao luar.

 Encontrei um mar,

Sempre o mar...

No mar um navio eu vi

A navegar...

No mar da lua.

No navio, estava eu

Eu, no navio que eu vi

No mar da lua

Tristeza? Não havia.

Só mar, marés

E eu?

Eu ia...

 

 

Nane

 

 

 

 

 

 

                                                             



Escrito por Escrito por Nanim às 21h30
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Era uma vez

 

Era uma vez uma princesa. Linda princesa!

Mas...

Morava num castelo de vidro que não tinha portas, nem janelas por onde pudesse sair.

Podia enxergar todas as belezas do reino, mas não podia estar perto delas.

Via crianças brincando, mulheres dançando, homens trabalhando, velhos descansando, pessoas vivendo...e sonhava.

Sonhava com o dia em que um sapo se transformaria em príncipe e, que ele, o príncipe, olhasse para dentro do castelo de vidro e a visse.

Sonhava que quando o príncipe a visse, se apaixonaria perdidamente por ela. Logo depois, jogaria uma pedra no castelo de vidro, o quebraria em mil pedaços e a levaria para viver no meio das pessoas a quem ela sempre invejou por viverem livres.

Depois, viveriam felizes.

Mesmo sem ser mais criança ela brincaria um pouco. Depois cantaria para sempre. Ele, o príncipe, trabalharia como todos os outros, encantado com  canto dela. Viveriam...

Bem mais tarde, os dois descansariam.

FIM

 



Escrito por Escrito por Nanim às 20h43
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PASSION - MONET

Caminho, nos caminhos do jardim

Me procuro

No meio das flores?

No azul do céu?

No rosa antigo (?) do chão?

No branco das nuvens?

Não. Não me encontro nele.

Finalmente algo pra me sentir feliz

Estou aqui

Fora da tela

E só por isso posso ver, sentir e me lambuzar de Monet

Nane

 



Escrito por Escrito por Nanim às 21h24
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Ando sozinha, perdida
Caminho no meio de muitos, mas ninguém me olha
Sigo, meio sem rumo, meio sem vida
A vida que é preciso viver
Acordo, como , durmo (?)
Vivo
Quantos quereres deixo de ter?
Quantos abraços não me alcançam?
Quantos carinhos não busco?
Quantos afagos não faço?
Quantas verdades não digo?
Quantos horrores eu sinto?
Meus passos não deixam marcas
Ninguém me segue

Nane

Escrito por Escrito por Nanim às 19h54
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Foto: Rose/fevereiro 2006  -  COSTÃO DO SANTINHO

Mar

Onda

Espuma

Areia

O pé na areia do mar

Molha a alma...

Sal

Água do mar

Essência ...minha

Alma

 

 

 



Escrito por Escrito por Nanim às 22h38
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Olho em volta, sinto nada
Estou oca
Pensamentos vagueiam pela mente
Não param
Indefinidos filetes de sensações e imagens
Às vezes sons guturais

De repente, olho tudo em volta novamente
Em cima do móvel, o relógio
Marca a hora certa
Estou viva



Escrito por Escrito por Nanim às 21h38
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