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Sentimentos a Flor da Pele


Anjo Nithael (segundo os estudiosos no assunto, este é o anjo que protege o guri)

O anjo do meu irmão andou cochilando... ou não foi bem isso?

 

O anjo, andou por casa, tentando avisar que ele já estava cansado das “traquinices” do guri.

Um guri muito especial.

Um guri que desde pequeno encanta muita gente.

O guri que veio depois de duas gurias. Imaginem a faceirice da mãe e do pai!

O avô paterno, o chamava de “Filhotinho de Índio”, e não fazia questão nenhuma de ocultar a sua preferência por este neto.

Era um baita guri!

As irmãs que o digam, lembrando de quando o pegavam, ou tentavam pegá-lo no colo.

O guri tinha uma “moca” no pé, que sempre tentava arrancar mas não conseguia (sinal de nascença, parecido com um grão de feijão).

Pra ele papel higiênico era “pau de neco”.

Meu Deus, quantas lembranças boas!

Pois bem,  o guri cresceu e se tornou um ser humano de primeira.

Bom filho. Bom irmão. Bom marido. Bom pai. Bom tio. Bom colega de trabalho. Bom amigo. Um amigão. E ainda por cima Colorado!

Mas... muito traquinas. Tão traquinas que fez o anjo perder a paciência.

(Será que anjo tem paciência?)

Acho que sim.

Uma das minhas várias hipóteses para o acontecido, aquela que eu mais gosto, é de que o anjo deu uma cochilada de propósito. Foi só uma piscadela. E deixou, por um instante o guri sozinho. Ao abrir o olho e sentir a presença do perigo, o envolveu num abraço protetor, e desejou que nada de mal lhe acontecesse.

E o guri tá aí...

O amado guri...

E o anjo?

O anjo continua lá. Eu o vi. Abraçado no meu irmão. 

 

Nane

 



Escrito por Escrito por Nanim às 21h42
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